quinta-feira, 21 de abril de 2011

Na minha opinião...


Sempre que um post de um blog, qualquer desses da vida, me chama atenção dou aquela espiada nos comentários, aliás, essa é a parte mais interessante. Tinha um professor na faculdade que sempre dizia que a interpretação, leitura, entendimento ia de acordo com a bagagem do sujeito. É verdade.

Mas o mais chocante é que uma simples opinião, desabafo pode tomar proporções gigantescas e batalhas homéricas são travadas, muitas vezes por causa de uma palavra mal interpretada, ou coisa do tipo.

Sabe aquela história de procurar “chifre na cabeça de cavalo”. Em um blog que descobri recentemente e que gostei muito, um pai faz um triste relato de um caso de racismo sofrido pelas filhas em um restaurante no Rio de Janeiro.

A gerente do estabelecimento “enxotou” as meninas por entender que se tratava de crianças de rua. Acontece que as pequenas estavam comemorando o aniversário de uma delas e por um motivo qualquer se ausentaram do ambiente. Quando retornaram foram abordadas, segundo o pai de maneira agressiva e grosseira.

O pai, que é jornalista, fez questão de divulgar o fato na mídia carioca, o que rendeu a demissão da gerente do local. Indignado também postou toda a história no blog pessoal e no site. O problema é que tem gente que parece não entender o que está escrito, ou não consegue juntar as peças, não sei.

E então tem início a celeuma. Alguém comentou que achava exagerada a atitude do pai de levar o caso para a imprensa e processar a casa pelo mau atendimento para com suas princesinhas. Daí vem outro e diz que aquele espaço era, sim apropriado para dizer o que estava entalado na garganta, no caso o ato racista da mulher, já que as crianças estavam bem vestidas, e, por isso, não poderiam ser confundidas com pedintes.

Então vem outro e diz que ele não se compadece pelos muitos que meninos de rua que são “enxotados” todos os dias dos shoppings, restaurantes, praças e portas de igreja. Mas, daí vem outro que acha que o que não pode acontecer é ser incomodado quando faz sua refeição, pois seria o fim do mundo ser importunado por esse tipo de gente. Até que alguém diz que só quem viveu na pele sabe o que é sofrer preconceito e outro reclama que não é preciso subir numa montanha para ver que ela é alta e por aí vai...

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