quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poderosa chefona


Que nós mulheres estamos nos destacando cada vez mais nos mais variados setores da sociedade não há dúvida. O que me chateia e entristece é saber que uma garota pode ser a chefe de uma quadrilha que tocava o terror em um bairro de Porto Alegre (RS). Além de se tratar de uma moça que acabou de sair da adolescência, 18 anos, a infeliz está grávida.

Estatísticas recentes apontam que um número maior de mulheres está se tornando alcoólatras, já que o organismo feminino é mais propenso a desenvolver o alcoolismo (razões biológicas mesmo). E o número de novos fumantes também já é maior entre o público feminino. E agora.

O futuro que essa moça traçou para si tem todos os ingredientes para ser miserável. Daqui a pouco essa criança nasce e ela estará encarcerada. No Brasil, as mães ficam um determinado tempo com os bebês e será mais golpe essa separação. Depois de cumprir a pena e tentar refazer a vida, caso seja a intenção dela, ainda há ficha suja. Quem lhe dará oportunidade?

Digamos que mesmo assim ela consiga um emprego decente e a guarda da filha. Recomeçar não será fácil e se nesse ínterim não tiver apoio e uma cabeça boa certamente sucumbirá à tentação de retornar a vida do crime. Afinal se realmente chefia aquele bando era porque deveria ter sido seduzida pelo “glamour” do poder. Certamente se sentia poderosa. E só o tempo dirá.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

União homoafetiva em pauta


Gravura de Esther Rivuelta - Sí, Quiero, de 2005

Na primeira sessão do STF que ocorreu nesta quarta-feira (4) o voto do ministro Ayres Britto foi favorável a união homoafetiva. Iniciado o debate os ânimos estão exaltados tanto entre aqueles que estão de acordo como também os que estão contra.

Com muito bom humor teve gente que acusou os ministros de estarem legislando em causa própria, outros menos esclarecidos dizem que a legalização da união civil de casais homossexuais pode aumentar os casos de pedofilia, santa ignorância.

O assunto vai dar muito pano para manga ainda, mas isso é bom. A parada da diversidade, em São Paulo, conta cada vez mais com participantes, mais um motivo para não fecharmos os olhos e fazer de conta que homossexualidade não existe, é um modismo, fase, ou na minha casa isso nunca vai acontecer, como diria Bolsonaro.

Toda a sociedade ganhará com a união civil homossexual. Casais gays poderão adotar e diminuir o número de crianças que abarrotam os orfanatos país afora. Heranças serão destinadas aos parceiros e não apenas aos familiares que muitas vezes desaprovavam o relacionamento daquele parente que julgavam “pervertido, desajustado, sem vergonha, depravado, desvirtuado, transviado... etc.”. Sem contar com a inclusão dos parceios nos planos de saúde e imposto de renda.

Muitos alegam que será preciso mexer na Constituição, que não proíbe o casamento homoafetivo, mas daí vem as instituições religiosas afirmando que casamento seria só entre homem e mulher. Se for mesmo necessário, já que a dita cuja foi escrita por políticos, que eles tenham a decência de mudá-la. Mas no Brasil, já viu, seria mais um século para se mudar alguma coisa.