quinta-feira, 5 de maio de 2011

União homoafetiva em pauta


Gravura de Esther Rivuelta - Sí, Quiero, de 2005

Na primeira sessão do STF que ocorreu nesta quarta-feira (4) o voto do ministro Ayres Britto foi favorável a união homoafetiva. Iniciado o debate os ânimos estão exaltados tanto entre aqueles que estão de acordo como também os que estão contra.

Com muito bom humor teve gente que acusou os ministros de estarem legislando em causa própria, outros menos esclarecidos dizem que a legalização da união civil de casais homossexuais pode aumentar os casos de pedofilia, santa ignorância.

O assunto vai dar muito pano para manga ainda, mas isso é bom. A parada da diversidade, em São Paulo, conta cada vez mais com participantes, mais um motivo para não fecharmos os olhos e fazer de conta que homossexualidade não existe, é um modismo, fase, ou na minha casa isso nunca vai acontecer, como diria Bolsonaro.

Toda a sociedade ganhará com a união civil homossexual. Casais gays poderão adotar e diminuir o número de crianças que abarrotam os orfanatos país afora. Heranças serão destinadas aos parceiros e não apenas aos familiares que muitas vezes desaprovavam o relacionamento daquele parente que julgavam “pervertido, desajustado, sem vergonha, depravado, desvirtuado, transviado... etc.”. Sem contar com a inclusão dos parceios nos planos de saúde e imposto de renda.

Muitos alegam que será preciso mexer na Constituição, que não proíbe o casamento homoafetivo, mas daí vem as instituições religiosas afirmando que casamento seria só entre homem e mulher. Se for mesmo necessário, já que a dita cuja foi escrita por políticos, que eles tenham a decência de mudá-la. Mas no Brasil, já viu, seria mais um século para se mudar alguma coisa.

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