quinta-feira, 31 de março de 2011

Quem se importa ?


Para alguns a atitude do roqueiro Ozzy Osbourne de exibir uma bandeira do Grêmio, dentro do estádio do Internacional, foi um ato extremo de desrespeito. Mas o astro talvez nem soubesse direito onde estava. Isso não é exclusividade dos gringos. Vários artistas tupiniquins, por vezes, esquecem onde estão se apresentando e dão aquela escorregadela. Já presenciei em mais de uma oportunidade o nome da cidade, onde acontecia o show, ser trocado pelo da cidade vizinha ou próxima. Paciência. Não sei se o fato do Príncipe das Trevas ter realizado tal gesto causou grande celeuma ou desconforto, mas também não é para tanto. Se ele souber que no Brasil fala-se português e não espanhol já podemos nos dar por satisfeitos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Agora é que são elas

Mariou. A velha máxima de que mulher gostosa não ganha Big Brother caiu por terra na décima primeira edição do reality show. Maria é a mais nova milionária. O público votante em sua maioria é feminino, então por que elas nunca ganhavam? Sim, houve duas ocasiões. Na primeira, Cida foi a primeira mulher a vencer, em 2004 e em 2006 foi a vez de Mara. Em ambos os casos o público fez delas campeãs, acredito eu, por se tratar de pessoas “mais necessitadas”.

Ela conquistou o público aos poucos. Não foi unanimidade em nenhum momento, aliás houve quem quisesse execrá-la por um pecado que ninguém sabe se ela cometeu, ou se é mesmo pecado. Mas julgamos primeiro como se não tivéssemos teto de vidro e ficamos muito perto de fazer com essa Maria, algo já foi feito com aquela outra (Maria Madalena) que escapou por muito pouco de ser apedrejada em público.

Faço uma comparação com a ganhadora Maria BBB11 com o primeiro ganhador do reality Bam Bam. Maria me parece uma versão masculina dele. Tem a sexualidade exacerbada, é bonita e sarada, e não preza pelo uso dos neurônios, mas cativou o público, justamente por se mostrar como realmente é com toda a sua ignorância inocente, assim como ele.

No fim das contas esse resultado mostra um Brasil que está mudando. Somos um país latino-americano, tradicionalmente machista, mas que por um ouro lado elegeu a primeira mulher presidente, em 121 anos de república e já que nós mulheres somos maioria, finalmente elegemos uma representante do dito sexo frágil (expressão há muito em desuso).