quarta-feira, 6 de abril de 2011

Atira primeiro, depois pergunta


A sede de justiça cega. Destino. Coincidência. Sabe-se lá o que mais. O fato é que um homem, nem o primeiro e nem o último, estava preso há mais de 15 dias injustamente. A justificativa da detenção dele seria o assassinato da esposa. O infeliz é tão azarado que o seu nome e de sua mãe são idênticos aos nomes do verdadeiro culpado pelo crime e daquela que o pariu.

O mais curioso foi que a mãe da vítima reconheceu o servente de pedreiro, Reginaldo José da Silva, morador de Araraquara, no interior de São Paulo, como sendo o responsável pela retirada da vida da filha. A vontade de justiça dessa mulher é tão grande que ela foi capaz de ver o assassino no desafortunado homem.

Mesmo depois de solto e provando que estava em São Paulo, quando o crime ocorreu em Alagoas, Reginaldo terá que se apresentar perante o juiz daquele estado para ficar livre de vez da acusação.

O homem deve ter passado por um verdadeiro inferno, além de todos os incômodos e desconfortos devem existir nos mal afamados presídios brasileiros, ainda tem a desconfiança dos vizinhos, colegas de trabalho, já que nessas horas o telefone sem fio corre solto. Depois desse tempo perdido ele pretende retomar a vida de onde parou, mas marcado já está. Não tem volta.

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